A única coisa que posso garantir para vocês, caros leitores, é que tento ao máximo ser ridículo. Sim, ridículo a ponto de fazer o que gosto, de dizer o que penso e de pensar o que quero, mas dessa vez vou abrir uma exceção e ser mais criterioso nesta resposta, já que o autor do texto a que me refiro abaixo não foi.
Recentemente, foi publicado no blogols um texto sobre “A arte de ser ridículo” cujo objetivo principal era criticar o Flamengo, os flamenguistas e quaisquer outros simpatizantes ao time rubro-negro do Rio. Até aí, tudo bem. Toda crítica é bem aceita, todo comentário (positivo ou não) é bem recebido desde que seja baseado em critérios fundamentados e argumentos contundentes. Infelizmente não foi o caso.
O autor inicia seu ataque ao chamar os torcedores do Flamengo de arrogantes. E realmente são. Só que não são só eles. Ao analisar os hinos e os gritos das torcidas dos quatro maiores times do Rio e dos quatro maiores de São Paulo chega-se à óbvia conclusão de que todos pregam a superioridade e incitam à arrogância. Sem exceção.
Em seguida, atribui à nação rubro-negra a responsabilidade por eleger os “vermes que desgraçam a política nacional”. Espere um pouco, não sou nenhum Oswald de Souza, mas as quatro operações básicas da matemática eu já aprendi. Segundo o jornal Lance (2010), a torcida do Flamengo somava 33,2 milhões de pessoas e de acordo com a Folha (2010) o número de eleitores é de 135,8 milhões de brasileiros. Portanto, mesmo numa situação imaginária e irreal em que todos os flamenguistas combinassem de votar em um só candidato, eles seriam responsáveis por apenas 25% dos votos e não os 50% mais um, necessários para eleger alguém. A prova disso é que o próprio Eurico Miranda já trafegou pela nossa política e, tenho certeza, sem ajuda de nenhum urubu.
Não bastasse a falta de raciocínio lógico, o blogueiro ainda se entrega totalmente à emoção para justificar o injustificável. Ele julga o Flamengo como um “time mediano” esquecendo das conquistas recentes (campeão da Taça Rio deste ano e penúltimo campeão brasileiro), além dos gloriosos e intermináveis títulos do passado. E o pior, quer retirar do futebol toda a graça e rivalidade que o esporte proporciona. “Secar” o time adversário faz parte sim. Zoar com o time derrotado é do futebol. É algo inerente à história deste esporte e é praticado por todos os times. Então, autor, desfaça essa cara de choro, porque isso é assim e vai continuar sendo. É só seu time ganhar alguma coisa que você deixará de ser zoado e seu time deixará de ser secado. Simples assim.
Me perdoe, prezado autor, mas ao contrário da introdução do seu artigo, você foi ridículo sim. E o prazer é meu.




