Nissan no páreo

09:32 by Bruno Godinho



Aplaudida pelo público, aclamada pela crítica e invejada por publicitários, a campanha “Pôneis Malditos” da Nissan realmente deu o que falar e se tornou um case de sucesso da marca. Isso todo mundo já sabe, mas juntamente com o buzz gerado,veio a tona uma outra discussão: até que ponto o filme comunica com seu público-alvo e, mais do que isso, ele conseguiu cumprir o papel de uma propaganda de varejo que é, obviamente, vender? A resposta veio à galope.



Bastante citada no 18º Festival Internacional de Publicidade de Gramado, a campanha foi relacionada a um sucesso também em vendas, fato comprovado pela última revista Veja . Na revista Meio & Mensagem desta semana, a Nissan vigora pela primeira vez como dona de uma das propagandas mais lembradas do mês de julho ao lado de anunciantes que tem muito mais recursos , como a Casas Bahia, Skol e Coca-Cola.


O fato é que uma campanha criativa, com alto poder de viralização, humor inteligente, música marcante (pra não dizer chiclete) e que utiliza elementos que proporcionam um maior engajamento do público-alvo além de fazer muito barulho, dá resultado. Mesmo assim, ainda tem muita agência e anunciante por aí com “nojinho” de inovar e ficam pastando.

Posted in | 2 Comments

Esse ésse

05:21 by Bruno Godinho

Sou do sol.
Sou do Soul.
Sou do sul
e se só,
solteiro,
sou seu.

 S (; named ess ; es - when part of compound word, plural esses )

Posted in | 0 Comments

Coisas do Sul

05:14 by Bruno Godinho

Onde, das mulheres, os olhares marcantes
alternam entre verdes e azuis.
E com vestes tão elegantes
a enorme beleza reluz.

O sotaque parece um canto,
um encanto que se torna cool.
A expressão "Ba", usada tanto,
E o “você” não substitui o “tu”.

No céu sempre azulado
as andorinhas passeiam e não se vê urubus.
Mesmo com o clima denso e gelado
o Brinco-de-Princesa à fama faz jus.

O frio passa com um mate amargo
e o chocolate quente seduz.
Lá a picanha tem fino trato,
os bifes suculentos, quase crus.

A educação, primorosa,
faz outros estados se sentirem nus.
Uma cultura gloriosa
que faz da escuridão brotar a luz.

Onde o Europeu se sente em casa 
e o Americano diz I Love You.
Ande, brasileiro que por aqui passa. 
Viva no Rio Grande do Sul.


Posted in | 0 Comments

Alienação

20:06 by Bruno Godinho

Enquanto o mundo gira, sua cama roda em mais uma noite de embriaguez.
Aí o mundo gira e gira enquanto você está restrito ao universo da sua cama. E você roda.

Posted in | 1 Comments

Sono inquieto, despertar inquietante

14:08 by Bruno Godinho


Exausto, atirou os sapatos para um lado, o paletó para outro, afrouxou a gravata e se jogou contra o travesseiro. Durante a queda livre que antecedia seu contato com a cama já adormecera. E sonhara.

No sonho, estava de camisa de mangas curtas, calça de sarja e sapatênis. Chegava em casa cansado, atirava o calçado para um lado, desabotoava a camisa e se jogava contra o travesseiro. De tão cansado, antes mesmo de seu corpo tocar o lençol ele dormiu, roncou e até sonhou.

Neste sonho, chegava de camiseta e bermuda em casa. Chutava a sandália de dedo para um lado e se jogava na cama. Antes de triscar no colchão ele pensou: por que sonhamos com uma vida melhor se passamos a vida inteira dormindo?

Aí ele acordou feliz no último sonho e satisfeito no penúltimo. Ao despertar de verdade, percebeu enfim que estava apenas dormindo. Desiludido, voltou a deitar à espera de mais uma fantasia boa e dormiu sem nem lembrar a questão que o fizera acordar.

Posted in | 0 Comments

InsuportavelMENTE

15:20 by Bruno Godinho


Insuportavelmente, mente que nem sente.
Sente que sua mente não suporta. Sente.
Insuportável é a mente que na falta de suporte mente.
Mente, sente, senta.
De tão insuportável, a mente não agüenta.
Lamentavelmente.

Posted in | 0 Comments

O auditório

07:43 by Bruno Godinho

Ao adentrar o auditório
Entro sorrateiro
Piso miudinho, pé maneiro
para não interromper o oratório.

A platéia alvoroçada vibra,
bate palma e até chora.
Sem se importar, despede-se e vai embora.
Deixando o peso de uma libra.

No canto, acompanho tudo sozinho.
Arrumo a bagunça.
Cuido com carinho.

Faço tudo pra ficar aqui, mas parece em vão.
Eu disse auditório?
Desculpe, quis dizer seu coração.

Posted in | 0 Comments