Faça humor, não faça guerra

09:17 by Bruno Godinho

Não sou humorista, mas tenho um senso de humor apurado e acompanho os programas de comédia desde sempre e por isso mesmo não entendo as críticas ao caso Rafinha Bastos.

Nos Trapalhões, o Didi vivia chamando o Mussum de Tizil e fazendo piadas racistas. Também insinuava que o Dedé era gay. O Costinha era mestre nas piadinhas de “bichas” e o Chico Anysio, entre outras, fazia uma velha cujo bordão era “Um boquete e um copo d’água não se nega a ninguém”. O Sérgio Mallandro humilhava as crianças naquela Porta dos Desesperados e o Ary Toledo soltava sempre piadas de Joãozinho em que o personagem comia a amiguinha e a professora, ou o pai comia a empregada... Ainda posso passar o dia citando as tortas na cara, as pegadinhas e coisas do gênero.

Enfim, o politicamente incorreto sempre esteve impregnado em nosso humor. Por que isso causa alarde agora?! Fomos criados na época em que isso era normal e nada era considerado “bullying” . Mesmo assim, pasmem, todos nós sobrevivemos.

E outra, trata-se de uma situação visivelmente caricata, em momento algum fazendo menção à pedofilia ou algo do tipo. Como disse antes, é humor negro e pronto (no caso do Mussum, literalmente).

Pior que criticar o humor negro é só não ver cor nenhuma no humor. E vou além, temos coisas mais importantes pra preocupar, como a criação/aumento de impostos, o coronelismo do Sarney e outras piadas de mal gosto da nossa política.

Leia mais sobre isso no: http://leituratoa.blogspot.com/2011/05/no-twitter-em-busca-da-piada-perfeita.html

E acompanhe mais piadas (inclusive de humor negro afrodescendente) no meu Twitter: @tibrao

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1 comentários:

@danilomaranhao disse... @ 3 de outubro de 2011 09:26

Valeu a menção, jovem!


Quem sabe um dia sejamos reconhecidos pelo ponto de vista, nem que seja pelo sistema de cotas. :D

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